• Priscila Mori Vilanova

Do Luto ao Amor


Um grande vácuo se abre, sem aviso e sem preparo em um movimento contínuo de sugar e expelir e de repente nos tornamos expectadores de tudo que entra e sai dele.

Inertes, com a forte sensação de impotência, nos entregamos ao movimento.

É nessa entrega que observamos as lembranças emergirem e as expectativas afundarem.

É nessa inércia que aprendemos que existem forças maiores que nossas vontades e quereres. Então desistimos, deixamos o movimento ir e vir, vir e ir.

E quando reparamos na certeza de que nada está sob controle, temos a suavidade do descanso.

Descansados, nos surpreendemos com a sutil vontade de se movimentar, para outros assuntos, cenários, pessoas.

Damos o primeiro passo e experimentamos uma estranha leveza. E a leveza nos motiva a dar os próximos passos.

Depois de alguns passos notamos a alegria de termos saído do vácuo, mas ainda olhamos para trás para calcular a distância. É visível, mas já não nos assusta.

Ao nos voltarmos para frente vislumbramos todos os assuntos que requerem nossa atenção, todos os caminhos que esperam nossos passos, todas as pessoas que esperam um abraço.

Quando nos damos conta, estamos alegres pela simples ideia de chegar até lá.

E sem perceber o "lá" se torna "aqui".

Estamos novamente no presente.

Cheios de esperanças, de planos, de opções.

Estamos novamente cheios daquilo que podemos perder a qualquer instante...

Então com carinho olhamos para tudo e agradecemos.

Agradecemos ao que temos e tudo o que vamos conquistar.

Agradecemos ao que partiu, ao que ficou e ao que chegará.

Reconhecemos que tudo muda, se movimenta para longe ou para perto e então finalmente nos perdoamos por querer, em muitos, muitos momentos prender: coisas, pessoas, nós mesmos.

Perdoados, nos reconciliamos com a nossa amorosa habilidade de deixar ir.

E sem o medo da perda, nos flagramos Amando o que aqui está, o que aqui É.

E uma eternidade de pequenos e amorosos momentos se instala em nossas vidas, dando razão a tudo e todos.

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